HOMENAGEM AOS CEM ANOS DE AUGUSTO DOS ANJOS
TARDE DE VERÃO
No final da tarde de verão,
Lembrando-me de Augusto
Senti fome e amor.
Fome dos seus incríveis versos;
Amor por sua fenomenal poética.
No final da tarde de verão
Lembrando-me de Augusto,
Senti fome e frio.
Fome do homem,
Fome do professor
De Humanidades do Lyceu;
Frio, porque na alma senti
A sua imensa e sofrida solidão.
No final da tarde de verão,
Lembrando-me de Augusto,
Senti fome e paixão.
Fome de compreender se EU;
Paixão pelo que ele escreveu.
Francisca Vânia Rocha Nóbrega
segunda-feira, 21 de maio de 2012
HOMENAGEM AOS CEM ANOS DE AUGUSTO DOS ANJOS
O FÓSFORO
Toma, Augusto, esse fósforo,
Acende-o. Vês? Ninguém esqueceu
Teu Eu, em versos singulares,
Tua Desgraça desenhada.
Toma, Augusto, esse fósforo,
Acende-o. Vês?
Ninguém ousou
de ti esquecer
Nem da tua plásmica substância
Cantada em doloroso Soneto.
Toma, Augusto, esse fósforo.
Acende-o. Ah! Possas tu dormir
Tranquilo, agora,
Na monumental poética
Do teu, enigmático, SER.
Francisca Vânia Rocha Nóbrega.
HOMENAGEM AOS CEM ANOS DE AUGUSTO DOS ANJOS
O FÓSFORO
Toma, Augusto, esse fósforo,
Acende-o. Vês? Ninguém esqueceu
Teu Eu, em versos singulares,
Tua Desgraça desenhada.
Toma, Augusto, esse fósforo,
Acende-o. Vês?
Ninguém ousou
de ti esquecer
Nem da tua plásmica substância
Cantada em doloroso Soneto.
Toma, Augusto, esse fósforo.
Acende-o. Ah! Possas tu dormir
Tranquilo, agora,
Na monumental poética
Do teu, enigmático, SER.
Francisca Vânia Rocha Nóbrega.
HOMENAGEM AOS CEM ANOS DE AUGUSTO DOS ANJOS
O FÓSFORO
Toma, Augusto, esse fósforo,
Acende-o. Vês? Ninguém esqueceu
Teu Eu, em versos singulares,
Tua Desgraça desenhada.
Toma, Augusto, esse fósforo,
Acende-o. Vês?
Ninguém ousou
de ti esquecer
Nem da tua plásmica substância
Cantada em doloroso Soneto.
Toma, Augusto, esse fósforo.
Acende-o. Ah! Possas tu dormir
Tranquilo, agora,
Na monumental poética
Do teu, enigmático, SER.
Francisca Vânia Rocha Nóbrega.
domingo, 20 de maio de 2012
HOMENAGEM AOS CEM ANOS DE AUGUSTOS DOS ANJOS
ANJOS
AUGUSTOS
Anjo... Nome... Augusto
Os homens, os sonhos, os anjos
São tantos... são únicos... o Eu.
O Eu, o meu medo, o morcego
Assombrando, rondando, sondando...
Fantasmas do Eu? O calvário,
A lama, a trama, a ingratidão,
O escarro, o medo da morte,
Da vida, da sorte e do cosmo
Nos átomos da Última Quimera,
Que miséria! Essa pantera
Da decomposição, da podridão, da solidão...
Tome Dr. Tristeza, essas gentilezas
Magreza, tormento, estranheza,
Esses vermes que corroem
Toda a natureza,
Causando repugnância, medo e ânsia
Ao homem, ao Eu, ao morcego.
Francisca
Vânia Rocha Nóbrega
HOMENAGEM AOS CEM ANOS DE AUGUSTO DOS ANJOS
A VIDA EM AUGUSTO
A vida em Augusto dos Anjos
Tem um único tom: Dor
Dor que nunca cala,
Que jamais silencia ou para.
Dor que sufoca e angustia.
A vida em Augusto dos Anjos
Tem uma única via: da Desesperança
Desesperança nos homens, no mundo.
Desesperança que traz à boca
O gosto amargo da morte.
A vida em Augusto dos Anjos
É triste, melancólica, solitária.
É um morcego negro, enorme
Terrível e temível
Rondando e Assombrando
Seu EU.
A VIDA EM AUGUSTO
A vida em Augusto dos Anjos
Tem um único tom: Dor
Dor que nunca cala,
Que jamais silencia ou para.
Dor que sufoca e angustia.
A vida em Augusto dos Anjos
Tem uma única via: da Desesperança
Desesperança nos homens, no mundo.
Desesperança que traz à boca
O gosto amargo da morte.
A vida em Augusto dos Anjos
É triste, melancólica, solitária.
É um morcego negro, enorme
Terrível e temível
Rondando e Assombrando
Seu EU.
HOMENAGEM AOS CEM ANOS DE AUGUSTO DOS ANJOS
OS
POEMAS DE AUGUSTO
Mesmo depois de passados cem anos
Os poemas de Augusto dos Anjos
Falam, murmuram, gritam
Em toda e qualquer alma humana
Todo o seu desespero e dor,
O seu jeito único,
Singular de ser
E de o mundo perceber.
Ah, se eu pudesse,
Nas escadas do Lyceu,
Cruzar com esse imortal poeta
Iria lhe dizer que sua estranheza,
Sua singeleza e particular grandeza,
Nunca esquecidas foram,
Porque seus escritos estão plenamente
Vivos, lidos e sentidos!
Francisca Vânia Rocha Nóbrega
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